O Incluso e a inversão da realidade

Já imaginou se de repente a maioria das pessoas passasse a usar uma cadeira de rodas? E se o “normal” vigente fosse rodar e não andar? Pois bem, no livro “O Incluso”, o jornalista e pessoa com deficiência Paulo Fabião questiona justamente isso. De uma forma leve e bem humorada Fabião inverte a realidade e nos faz pensar como seria esse mundo ao “contrário”, mas ele vai além, pois questiona diversos tipos de capacitismos ao qual nós pessoas com deficiência estamos expostos, fala sobre a espetacularização que somos expostos, Lei de Cotas e muitos outros temas do nosso cotidiano.

Segundo Fabião a ideia do livro nasceu de reflexões e com o objetivo de provocar as pessoas a pensarem sobre como é a vida de uma pessoa com deficiência “foi para fazer uma forma leve e divertida das pessoas pensarem como é a vida da pessoa com deficiência. Mas sem falar de superação ou de alguém que repensa a vida após adquirir uma deficiência.” Explica.

E completa “assim podemos questionar inclusão e exclusão, reflexão sobre a militância da pessoa com deficiência, também é uma autocrítica”.

O Incluso é o terceiro livro de Fabião, que já publicou os romances “O último samba-enredo” em 2013, e “A última Roda de samba”, em 2019.

O Incluso tem data prevista de lançamento para dezembro de 2020, porém, já é possível garantir um exemplar através da pré-venda, clicando aqui

Fabião também falou sobre seu principal objetivo com o livro “que as pessoas tenham o mínimo de empatia e conscientização da realidade da pessoa com deficiência, pois somos um grupo e não casos isolados”. Finaliza.

Conheça o autor:

Paulo Fabião, Paulistano,34 anos, jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu. É compositor, escritor e humorista stand up comedy. Possuí um show solo chamado “Esperando Sentado”, onde aborda temas como sexualidade, seu cotidiano, os preconceitos que sofre pela falta de acessibilidade. Cadeirante. É sambista e militante do samba paulistano!  E faz parte da Comunidade “Samba da Vela”. 

Como vai ser a audiodescrição de filmes adultos para pessoas com deficiência visual e auditiva

Há algum tempo saiu uma matéria contando que o canal Sexy Hot vai adaptar filmes para pessoas com deficiência visual. Inicialmente serão duas obras, Sugar Daddy e Desejo Proibido. Para entender como vai ser o processo conversamos com a Joana Peregrino da Conecta Acessibilidade.

Ela é jornalista e especialista em Relações Internacionais pela UFRJ e vai defender mestrado em Educação, Gestão e Difusão em Biociências pela UFRJ.  E tem uma longa trajetória de trabalho com audiovisual, “trabalho com audiovisual há 20 anos, comecei com produtora na rede Telecine, depois fiquei 5 anos na Agência Nacional do Cinema (Ancine), fazendo implementação e execução de políticas públicas e editais, para dar o dinheiro para as pessoas ou salas de cinema melhorarem a estrutura.” Conta.

Seu contato com a acessibilidade para filmes foi através de um trabalho onde realizou um estudo técnico acessibilidade para filmes que vão para televisão e cinema. Além disso, Joana teve uma passagem pela EBC e pela TV INES “na EBC fiquei 5 anos, primeiramente, na assessoria da direção e depois na aquisição de conteúdo, em 2012 fui convidada para integrar a TV INES para surdos. Ganhamos prêmios de direitos humanos da presidente em 2015.Foi lá que virou minha carreira para acessibilidade, em 2017 crei a Conecta para fazer tradução audiovisual acessível.” Lembra.

Em 2017, nasceu a Conecta Acessibilidadeé uma empresa especializada na produção de acessibilidade em filmes, que são exibidos em salas de cinema, são exibidos em canais de TV aberta, canais de TV por assinatura, plataformas de streaming. Então, basicamente uma empresa de tradução audiovisual acessível, e produção dos recursos de acessibilidade. Então o que a gente faz é entregar as acessibilidades para os produtores independentes que, por sua vez, tem que entregar para as salas de cinema, para serem exibidos juntos com os filmes, ou nos canais de televisão. Então, o carro chefe da minha empresa é esse. Desde que eu fundei a empresa eu já executei mais de 230 projetos, é coisa pra caramba.” Explica.

Sobre o processo de audiodescrição Joana conta que “no caso do canal, do Sexy Hot, o que eles queriam era colocar era descrição e legendas descritivas, para o público com deficiência visual e com deficiência auditiva. O processo da audiodescrição ele envolve um roteirista da audiodescrição, que vai fazer um roteiro, um narrador da audiodescrição, que normalmente vai ser o roteirista, um consultor cego, que vai, né, direcionar, se a gente está usando, se a gente está fazendo o roteiro de uma forma que seja coerente para o público cego. Então, tanto a Vírginia, tanto o Felipe, a Vírginia Rodrigues que é narradora e o Felipe, a gente tá fazendo um trabalho maravilhoso para esse projeto do canal Sexy Hot, mas é um projeto é assim, uma vez o roteiro pronto, ele vai para o consultor, que também já está com o filme, e aí é discutido o roteiro, depois esse roteiro vai pra gravação, a gente grava em um estúdio, a gente tem um estúdio com um sonoplasta, a gente grava essa audiodescrição. E mesmo nas gravações a gente faz ajustes no que tiver que fazer, nesse roteiro da audiodescrição. E depois, essa audiodescrição é mixada ao conteúdo, no caso do canal Sexy Hot. E aí, então, já vai para o canal com audiodescrição inserida e com as legendas também inseridas. Então, é um produto que ele serve ao público com deficiência visual e com deficiência auditiva”. Relata.

Em relação ao pornô, a audiodescrição é mais trabalhosa, pois tem menos diálogos e é mais visual “na audiodescrição você vai descrever o que você está vendo. Então você estar descrevendo o tempo todo as ações dos personagens. Mas assim, para um filme comum, o processo é o mesmo, é a descrição de imagens em palavras, a audiodescrição ela vai entrar entre os diálogos do filme. Então, a audiodescrição é uma orientação para o cego entender o que está acontecendo entre os diálogos. E no caso do pornô é isso, então ele vai ajudar o cego a entender o que tá acontecendo, além dos sons e dos gemidos, dos sussurros, do ato sexual, vai tá dizendo a posição, como tá acontecendo a cena, as posições, as expressões faciais, tem toda questão que vai complementar a narrativa. Então, a audiodescrição ela vai realmente descrever o que está acontecendo. Isso acontece em um filme do gênero pornô e qualquer outro gênero, acho que realmente a diferença aí é que é um conteúdo com menos diálogo.” Salienta.

Sobre a adaptação para pessoas com deficiência de conteúdos do mercado pornô Joana acha positivo, visto que podemos e devemos ocupar todos os espaços “eu acho que não só a indústria pornô, eu acho que toda a indústria, eu acho que todas as pessoas, deveriam ver que acessibilidade ela só vai potencializar o alcance do seu conteúdo. Então, se a gente tem uma população, bota aí, o último censo de 2010, que é o mais antigo, mas, enfim, 16 milhões de pessoas com deficiência visual e auditiva, com diferentes graus. É um público gigantesco, que é consumidor, que tem vida social, que tem que ter acesso a cultura, que quer se informar que compra. Então, é assim, pra mim a questão é você acessibilizar os conteúdos, e você transformar eles acessíveis para as pessoas com deficiência visual e auditiva, o produto só tem a ganhar.” Finaliza.

Sobre Joana:

Jornalista de formação, tenho uma especialização em relações internacionais pela UFRJ, e agora eu vou defender o meu mestrado Educação, Gestão e Difusão em Biociências pela UFRJ e proprietária da Conecta Acessibilidade.

Remédio Amargo e a visão capacitista sobre a pessoa com deficiência

Qual é o papel de uma deficiência nas nossas vidas? Uns dizem que ela serve para nos melhorar enquanto humanos, já outros dizem que ela acentua nossas características. É fato que as duas versões tem viesses fortemente capacitistas, pois uma deficiência nada mais é que uma condição humana. Supervalorizá-la ou depreciá-la te faz apenas capacitista.

Em Remédio Amargo, podemos ver representadas diversas visões sobre uma deficiência física. O protagonista da trama Angel, é um paramédico de caráter duvidoso, que após um acidente perde o movimento das pernas e passa a usar a cadeira de rodas para se locomover.

Dica de filme: O Contador

Há apenas uma cena de choro que simbolizada a percepção de Angel sobre sua nova realidade, porém, após isso os traços de sua personalidade se acentuam, pois o paramédico que roubava pertences de acidentados passa a usar a deficiência como forma controlar a namorada Vane.

Cabe ressaltar que os desvios de caráter e personalidades já são presentes antes do acidente, além de questões amorosas e ter que lidar com a frustração de não poder ter filhos sem ajuda de um procedimento médico. A partir do acidente, Angel canaliza toda sua energia em ter poder sobre Vane, fazendo dela praticamente sua empregada e usando sua condição por meio de ações que façam que ela sinta-se ao mesmo tempo culpada e responsável por ele.

Arranha-céu e a representação da pessoa com deficiência

No entanto, o filme erra em acentuar seu mau-caratismo apenas após a deficiência, trazendo assim um viés capacitista a representação e tentando usar a deficiência para justificar seus atos. Essa prática ilustra bem o capacitismo, pois transforma a deficiência em uma espécie de castigo ou mesmo falha de caráter.

Em alguns momentos é possível associar a conduta dele a frases como “a pior deficiência é a falta de caráter” ou “essa deficiência é um castigo para você se tornar uma pessoa melhor”. Frases altamente capacitistas pelo fato de darem a deficiência características que nada tem haver com ela, pois deficiência é uma condição humana e isso não se relaciona com caráter ou castigo.

Se existe algo bom na representação feita pelo filme, é o fato de combater um mito de que toda pessoa com deficiência é boazinha. Essa concepção além de ser fantasiosa, é capacitista, ao dar a deficiência características que não a compete.

Outro ponto negativo do filme é a construção da perda de movimento temporário das pernas, de Vane, o que me fez lembrar daquela ação comum chamada troca de papeis, onde pessoas sem deficiência “experimentam” a nossa condição. Uma atitude comum e altamente capacitista, pois foca-se na deficiência e não na pessoa.

Nesse caso, Angel utiliza anestesia para adormecer as pernas de Vane e fazê-la rastejar e usar cadeira de rodas. Nessa cena o prazer em seus olhos ao ver ela assim deixa claro o quão psicopata ela era.

A sequência segue sendo degradante a imagem da pessoa com deficiência, pois Angel adquire uma deficiência mais grave devido a uma queda. Com isso, o filme passa a imagem de que, se com a “simples” perda do movimento das pernas ele não aprendeu, talvez aprenda com algo mais severo. Outra vez a visão punitiva e capacitista fica clara.

Quanto a construção de forma geral ela é interessante, pois mostra as condições de acessibilidade da cidade e o quanto isso pode ser importante para a independência da pessoa com deficiência e como isso pode potencializar a inclusão e o desenvolvimento dela.

Arranha-céu e a representação da pessoa com deficiência

Quando um amigo me enviou o trailer e disse o “The Rock vai interpretar um amputado no seu próximo filme”, já me programei para ver. E isso aconteceu nesse final de semana, assisti o filme e vai aqui minhas observações e minha opinião sobre a questão da representação da pessoa com deficiência no filme, visto que não sou especialista em cinema e esse texto também não tem a pretensão de ser uma crítica sobre o filme de modo geral.

De forma geral o filme Arranha-Céu parece aqueles clássicos dos anos 90, com muita ação e um super-herói de carne e osso que enfrenta a tudo e a todos para salvar as pessoas e promover o bem comum. Nesse cenário nada melhor que Dwayne Johnson para realizar a façanha de ser um “duro de matar” com perna mecânica.

Nesse caso The Rock, interpreta um veterano de guerra que perdeu parte da perna esquerda quando era agente do FBI, durante uma ação, uma bomba explode e ele só acorda no hospital. Nesse ponto o filme não dá atenção à recuperação e nem o período de negação e aceitação a prótese, simplesmente o tempo passa e anos depois ele é um renomado consultor de segurança que vai avaliar o prédio mais seguro do mundo.

A questão da deficiência é “esquecida” no filme, visto que esse não é o propósito dele, mas ao mesmo tempo isso trás coisas positivas, pois é ausente no filme o fatalismo e heroísmo, característico daqueles que tentam falar de pessoas com deficiência no cinema.

A prótese e a deficiência estão presentes em poucas cenas do filme, são poucos momentos onde a perna aparece, mas em vários momentos é possível perceber que ele “manca”, maneira encontrada para demonstrar que tem uma deficiência ou uma dificuldade para andar. No mais há pelo menos quatro momentos em que a prótese é mostrada e até é fundamental para que ele consiga realizar suas ações.

Além disso, o filme transcorre de maneira natural, não há nenhuma menção as pessoas com deficiência ou alguma forma de inclusão, ele simplesmente é um mutilado de guerra, que precisa de uma perna mecânica para andar, apesar disso, é possível perceber a presença do trauma no início do filme quando ele tenta lembrar o acontecido.

Mesmo não sendo esse o propósito do filme, na minha visão perdeu-se a oportunidade de evidenciar e representar uma boa parcela da população mundial com alguma deficiência, visto que para alguns a utilização da prótese foi apenas uma forma de dar “fragilidade física” ao “super-humano” The Rock se comparado aos demais atores asiáticos.

Por fim, de positivo saliento a ausência de vitismo ou heroísmo relacionado a deficiência no filme, por outro lado lamento que isso não tenha sido mais explorado e colocado como uma forma de representação das pessoas com deficiência, sobretudo, os amputados.

Torcedor gremista cria canal para falar sobre futebol e acessibilidade

Futebol e inclusão sempre contam boas histórias. E uma dessas histórias é do gaúcho Luis Henrique Coelho Rosa de 19 anos, que devido a uma má formação nos braços e pernas, teve os pés amputados aos dois anos de idade.

Desde então Luis usa próteses para se locomover e ir a Arena do Grêmio assistir os jogos do clube. Ele conta que o fato de usar próteses nunca atrapalhou em nada sua vida “após um período de recuperação, comecei a utilizar próteses nas pernas. Por conta disso, tive uma infância normal, onde consegui frequentar a escola, participar de atividades físicas como o futebol, que atualmente é a minha maior paixão”. Conta.

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Ele acredita que o fato de crescer com as próteses isso facilitou a sua mobilidade “por utilizar próteses desde cedo, isso ajudou a ter facilidade nas atividades que pratico hoje em dia, como: caminhar, correr, andar de bicicleta, jogar futebol… E até já participei de torneios de futsal pela minha escola.” Explica.

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Como torcedor sua rotina também foi igual a qualquer outro torcedor, frequentar estádio, colecionar memórias, rotina que repete desde 2007 ainda no Estádio Olímpico Monumental. Mas aí veio a ideia de gravar vídeos “como torcedor do Grêmio, a ideia inicial era apenas gravar os jogos que eu acompanho no estádio. Porém como pessoa com deficiência achei que seria uma oportunidade de mostrar a todos como é participar dos jogos, deslocamento, ambiente dentro e fora do estádio.” Relata.

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Foi assim que nasceu o canal Prótese Copeira, onde Luis conta sua experiência nos jogos, deslocamentos e aventuras. Ele como como é a experiência de frequentar a Arena do Grêmio um dos estádios mais acessíveis do Brasil “no caso da Arena do Grêmio, em relação a acessibilidade, nunca ocorreu alguma experiência negativa, pois sempre tive a disposição elevadores, pessoal de apoio que de alguma forma ou outra colaboraram para o meu acesso no estádio.” Avalia.

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No mês de agosto, Luis foi destaque no GloboEsporte.com ao postar uma foto nas redes com a tatuagem do brasão do Grêmio em uma das próteses. Além de ter destaque nas mídias, ele recebeu um recado do jogador Darlan, jovem promessa do tricolor.

Sobre a presença de pessoas com deficiência, Luis diz que deveria ter mais apoio dos clubes para que pessoas com deficiência frequentassem estádios “através de promoções, utilizando todas as mídias de comunicação e sendo assim, através do meu canal, acredito que será uma forma de chegar até essas pessoas que no momento se sentem constrangidas por terem a alguma deficiência. Mostrando a eles, que podemos sim, frequentar, participar, torcer e acima de tudo, se sentirem seguras consigo mesmo, mas não somente em jogos de futebol, mas sim para qualquer tipo de evento.” Finaliza.

Pequena Lô assume o Twitter da TIM nesta sexta-feira (25)

Foto: Instagram/Reprodução

Durante toda esta sexta-feira, 25, a responsável pelas postagens no Twitter da TIM (@TIMBrasil) será a influenciadora Lorrane Silva, a Pequena Lô (@_pequenalo). O takeover tem o objetivo de entreter e educar, já que a psicóloga é um fenômeno das redes sociais ao abordar situações da vida cotidiana de pessoas com deficiência de maneira leve e divertida, mostrando que, muitas vezes, o maior limite é o preconceito.

Pequena Lô será a primeira influenciadora da turma de influenciadores convidados pela TIM para participar de ações promovidas pela operadora com o objetivo de proporcionar a troca de experiências, aumentado o diálogo e interação com os usuários nas suas redes sociais. A ideia, no primeiro takeover, é falar sobre os desafios da inclusão de pessoas com deficiência, algo que faz parte da vida de Pequena Lô. Para participar desta conversa no Twitter, basta utilizar a hashtag #ImagineAsPossiblidades, que tanto a TIM como a Pequena Lô acompanharão.

Nas ações futuras, outros influenciadores também terão a oportunidade de passar as suas mensagens pelas redes sociais da operadora, em uma iniciativa que valoriza a diversidade, fortalece uma cultura inclusiva e promove um ambiente de trabalho pautado no respeito.

A ação foi desenvolvida pela Twitter ArtHouse, equipe do Twitter que ajuda a conectar marcas ao recurso criativo e o talento de criadores de conteúdo, em conjunto com a Havas e MyIntelligence para TIM.

Mister Ceará CBN conta suas experiências como modelo e pessoa com deficiência

Hendson Baltazar tem 29 anos, é professor de Educação Física, personal trainer. Além Dos trabalhos como modelo, ele atua na Paróquia de São João Paulo II, Maracanaú, no Ceará. E também realiza trabalhos na representação na infância e adolescência na Pastoral do Batismo.

Sua vida muda completamente em 2014 quando sofreu um acidente em, Maracanaú “eu estava na moto e acabei colidindo em outra moto, o rapaz que eu colidi estava embriagado e ele invadiu a preferencial, fui arremessado um quarteirão e, logo no local eu tive traumatismo craniano encefálico nível 2, a luxação extrema do joelho esquerdo, a fratura da face e a amputação do pé esquerdo, fui transferido imediatamente para o Hospital Dr. José Frota, onde eu fiquei 40 dias internado, 11 cirurgias, e 9 dias em coma induzido.” Conta.

Jovem com autismo é eleito Mister Itajaí

A reabilitação durou cerca de 3 anos, e depois disso, Hendson passou a cuidar do seu corpo, o que despertou o endereço de olheiros de concursos “fui convidado a participar, nunca havia participado de nenhum concurso de beleza e, em especial, o Concurso Mister, que não é só um concurso de beleza. Agregam várias coisas junto com a faixa. Engajamento social, projetos sociais como um todo, relevância, conteúdo. Então, há muitas coisa que vão junto com essa faixa. E, por esse fato eu aceitei participar desse concurso e, sendo em 2019, quando eu participei pela primeira vez do Mister Ceará, primeira pessoa com deficiência, amputado, a participar de um concurso municipal e, agora como Mister Ceará 2020 a primeira pessoa com deficiência física, amputado da história a participar de um concurso de beleza a nível nacional.” Relata.

Influencer com deficiência auditiva usa as redes sociais para conscientizar sobre deficiências

Hendson conta que o apoio da família e dos amigos sempre foi fundamental. E, além disso, o concurso lhe ajudou a agregar, por exemplo, em estrutura e cestas básicas para seu projeto social Anjinhos de Deus.

Nicolly é a primeira bebê com Síndrome de Down a conquistar o Mundo Miss

Além dos projetos e do concurso, Hendson, se tornou o primeiro professor de educação física com deficiência de uma famosa rede de academias.

Segundo ele, a participação das pessoas com deficiência em concursos de beleza, é fundamental para a representatividade e busca pela inclusão “é de suma importância ter  pessoas com deficiência física, e no meu caso amputado, em um concurso de beleza onde um padrão de beleza existe, e com essa minha participação eu posso provar que nós, pessoas com deficiência podemos estar onde a gente quiser, inclusive em concursos de beleza, aonde existe um padrão.” Ressalta.

Para finalizar, ele diz que quer seguir com a carreira de modelo “antes do concurso do Mister, não tinha trabalho como modelo. Então, isso veio a agregar a essa nova profissão de modelar, de bater fotos, de realmente fazer parte desse mundo. Então eu penso nisso, de agregar mesmo valores a minha parte profissional como modelo.” Finaliza.

I WEBINÁRIO “NADA SOBRE NÓS SEM NÓS”, IV SEMINÁRIO SOBRE INCLUSÃO, ACESSIBILIDADE E DIVERSIDADE DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA e III TERTÚLIA “NADA SOBRE NÓS SEM NÓS”

O I WEBINÁRIO “NADA SOBRE NÓS SEM NÓS” ocorrerá de 18 a 21 de setembro de 2020.  É organizado por dois grupos que se dedicam a esta temática e à inclusão: COMISSÃO DE INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE (UFPR LITORAL, PR) e GRUPO INCLUSIVE (UNIPAMPA, RS). Ambos grupos realizam, respectivamente, os seus eventos anuais, nas instituições de origem: SEMINÁRIO NSNSN – SEMINÁRIO SOBRE INCLUSÃO, ACESSIBILIDADE E DIVERSIDADE DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA NADA SOBRE NÓS SEM NÓS e TERTÚLIA “NADA SOBRE NÓS SEM NÓS”. Na edição de 2020, na conjuntura da pandemia da COVID – 19, a união dos dois grupos de trabalho dará o formato de um evento NSNSN unificado no formato online, com a seguinte programação:

– 18/09, abertura e temática dedicada à deficiência física;

– 19/09, temática dedicada à cegueira e deficiência visual;

– 20/09, temática dedicada ao autismo; e

– 21/09, temática dedicada à surdez e deficiência auditiva e encerramento.

O evento é protagonizado por pessoas com deficiência e totalmente acessível.

*Objetivo geral: Difundir e defender os direitos sociais das pessoas com deficiência, com vistas a sua inclusão sócio-educacional, a partir da legitimidade de sua participação e protagonismo.

Objetivos específicos:

– Divulgar, apoiar e dar visibilidade ao movimento “Nada sobre nos sem nós”,

– Proporcionar reflexão sobre as pessoas com deficiência às comunidades, especialmente, da região do Litoral Paranaense e do Pampa Gaúcho;

– Estreitar relações institucionais de grupos envolvidos com as causas das pessoas com deficiência e suas diversas questões na inclusão;

– Realizar evento online com acessibilidade plena, como fator de inclusão social de e para pessoas com deficiência.

Para se inscrever no evento acesso clique aqui.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdavSEN2xn18tWJcnS6TD_4B0ojHy9bjhoqrKmxwMVEPQdTHQ/viewform

Málaga da Espanha conta com modelos com Síndrome de Down em lançamento de camisa

Na terça-feira (08), o Málaga C.F. clube espanhol lançou suas novas camisas para a temporada 2020-21 assinadas pela Nike. A equipe é modesta, ficou apenas na 14ª colocação do Campeonato Espanhol na última temporada.

Mas o que chamou atenção foi a presença de dois modelos com síndrome de Down. Um representando o time masculino e uma representando o time feminino.

Fotos: Málaga CF/Divulgação

Porém, nos posts nas páginas oficiais do clube não há uma explicação do motivo da presença dos modelos e nem quem são eles. Mesmo assim, é um gesto que vale destaque e que sirva de exemplo para que outros clubes também apostem na representatividade, pois pessoas com deficiência também são torcedoras e consumidoras de futebol.

Veja o vídeo:

4 INCLUSIVOS: Comunicação, Inclusão e União

União é a soma de forças em prol de um sonho, uma causa, uma meta. Mas também pode ser a forma de iniciar a transformação de uma realidade. Sabido por todos, o movimento das pessoas com deficiência ainda é muito desunido, seja pela complexidade de cada situação, falta de informação ou por diferentes correntes de pensamento.

Mas assim como em outros ambientes a união é fundamental, e pensando nisso, quatro pessoas com deficiência que se encontraram nas lutas pela inclusão e pela informação acessível, resolveram mudar esse cenário.

O projeto 4 INCLUSIVOS nasceu da inquietação de Paulo Fabião, humorista e jornalista, Hamilton Oliveira criador do Blog Casadaptada, Rafael Ferraz do site Jornalista Inclusivo e Antonio Silva do Deficiência em Foco. Em comum, além das deficiências, está o amor pela comunicação e a luta por levar a informação às pessoas com deficiência que são esquecidas pela mídia tradicional ou são apenas objetos de um capacitismo caça-like que rotula, excluí e alimenta mitos acerca das deficiência e da capacidade das pessoas.

4 Inclusivos será uma série de lives que vai falar de acessibilidade, inclusão, informação e tudo o que envolve o universo da pessoa com deficiência, mas sem deixar de analisar os demais cenários, ou seja, vamos falar de futebol, música, receita de bolo, pois não somos “obrigados” a apenas falar daquilo que vivemos e sentimos enquanto pessoas com deficiência. O projeto contará com convidados das mais diversas áreas para debater assuntos do cotidiano de forma leve e divertida, mas sempre com responsabilidade e respeito que as causas merecem.

Uma simples conversa no WhatsApp faz nascer um projeto que une diferentes visões sobre o mundo, a política, o esporte e a inclusão. Conheça os integrantes do projeto:

Antonio Silva, 28 anos, jornalista e pessoa com deficiência devido a uma sequela de paralisia cerebral. Além de cuidar da Deficiência em Foco, pesquisa a relação das pessoas com deficiência na mídia.

Paulo Fabião, Paulistano,34 anos, jornalista formado pela Universidade São Judas Tadeu, também Sou compositor, escritor e humorista stand up comedy. Possuo um show solo chamado “Esperando Sentado”, onde abordo temas como sua sexualidade, cotidiano, os preconceitos que sofremos e acessibilidade. cadeirante. Sou sambista e militante do samba paulistano!  Faço parte da Comunidade “Samba da Vela”. Em 2013, publiquei meu primeiro romance: “O último samba-enredo” Em 2019, o segundo romance “A última Roda de samba”. Ativista pela Pauta da Pessoa com deficiência e anticapacitismo.

Rafael Ferraz Carpi de Andrade Lima é formado em Comunicação Social com Ênfase em Jornalismo (2006). Atualmente assina como editor responsável pelas publicações do portal jornalistainclusivo.com, e redes sociais.

Em Itu/SP, ainda na faculdade, fez estágio para a Rádio Convenção AM 670, e em seguida trabalhou nos jornais Periscópio e Folha da Cidade.

Foi fotógrafo em navios de cruzeiros (Pullmantur Cruises e Costa Crociere), Executivo de Contas nas revistas Feed&Food e Cães&Gatos, e Assessor de Imprensa na agência Sigma Six Comunicação.

Tetraplégico desde 2011, passou a produzir conteúdo web, Social Media e Edição de Imagem, além de escrever para blogs e sites de parceiros. Entre 2018 e 2020 trabalhou como Assessor de Imprensa e MKT para a Refresh Brazil.

Criou a página Jornalista Inclusivo no Facebook, em junho de 2017. E também em junho, mas de 2020, Atualmente é , e assina como jornalista responsável pelas publicações deste site.

Hamilton Oliveira, administrador, Tetraplégico a 10 anos, Empreendedor social, autor e criador do Blog Casadaptada, um dos mais influentes portais de notícias para Pessoas com Deficiência no país, vencedor do maior prêmio mundial de conteúdo digital inovador, prêmio WSA 2019.

Apaixonado por tecnologia, independência, filmes e investimentos, criou o blog sem pretensões após 2 anos de sua lesão medular, como diário e pesquisa, além de compartilhar as experiências e desafios de um tetra morando só, hoje o portal conta com um acervo completo às pessoas com deficiência, assim como seus canais nas redes sociais que ultrapassam mais de 100 mil seguidores.

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